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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Tratamento de Imagens - Fotos

Quando falamos sobre tratamento de imagens, uma das coisas que conta muito é o "bom senso", pelo motivo que cada imagem é uma imagem, cada foto é tratada de uma maneira, e é o olho do designer que através da utilização das ferramentas vai levar ao resultado satisfatório ou não.

Uma coisa importante ao se tratar a imagem, é a fonte, ou seja, a imagem escolhida para tratar, quanto melhor a fonte em termos de qualidade fotográfica, provavelmente melhores serão os resultados e possibilidades. Contudo, é possível sim tratar e melhorar significativamente imagens de qualidade não tão boas.

A foto que usarei neste exemplo foi tirada por mim mesmo, em Guarapari-ES, em um dia nublado, com a câmera de 3.2MPx do celular Nokia N73 em um dia nublado. É uma foto comum, do dia-a-dia, nada de fotos profissionais onde ficamos fazendo e refazendo poses e fotos até conseguir um resultado bom na própria fotografia.

A imagem original é está aqui:



Para começar, vamos trabalhar com o efeito "Sharpen / Unsharp Mask", utilizando-o para melhorar a nitidez e "profundidade" da imagem.



Em seguida, fazemos um ajuste de "Levels" para nivelar a iluminação da imagem, cortando a área do gráfico que está no piso, conforme screenshot abaixo:



Em muitos casos, utilizo o "Selective Color" para ajustar tonalidades das cores individualmente, portanto, nesta imagem, utilizei somente para retirar um pouco da tonalidade avermelhada do "lodo" das rochas.



Para dar um colorido mais vivo à foto, utilizamos o ajuste de "Hue/Saturation".



Agora vamos começar a ajustar as regiões especificas da imagem, através do modo "Quick Mask" selecione todo o mar e áreas contendo água na pedra, utilize um pincel com dureza mínima, e busque utilizar pincéis de tamanhos diferentes e intensidades de coloração - na escala de cinza - sutilmente diferentes, para conseguirmos uma seleção não tão linear.



Volte ao modo padrão, selecione o inverso, e aplique um "Feather" para suavizar a transição da seleção.



Vamos utilizar o ajuste "Color Balance" para "azularmos" o oceano.



Agora vamos trabalhar com o céu. Entre no modo "Quick Mask" e utilize o efeito "Render / Clouds", volte ao modo padrão e através da ferramentas de seleção como o laço, subtraia da seleção toda a área que não seja o "céu".



Também através do ajuste "Color Balance" ajuste a tonalidade do céu, lembrando sempre de ajustar em todos os níveis de iluminação - Shadows, Midtones e Highlights.

Vamos agora, através do modo "Quick Mask", selecionar somente a modelo para melhorarmos sua iluminação individual.



Voltamos ao modo padrão, selecionamos o inverso e trabalhamos com o ajuste de "Brightness/Contrast".



Agora, duplicamos a camada da foto e aplicamos na nova camada o ajuste de "Levels" conforme abaixo.



Através do controle de opacidade da camada duplicada, mesclamos as duas camadas para finalizar o trabalho.

A fotos antes:


A foto depois:



PS: Todos os ajustes e nomes de menus utilizados são do Photoshop CS3, podendo variar um pouco de versão para versão.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Sobre Design, Arte, Modismos, Web 2.0, Design 2.0 e afins...

Observando durante o tempo, nós conseguimos notar que a "cara" da rede mundial muda conforme o modismo da época, assim como vamos as lojas comprar roupas e vemos que quase todas as lojas seguem um mesmo estilo, grande parte do design para Internet segue o mesmo padrão, salvas excessões...

Quando falamos de Web 2.0, esse "nome", que na verdade nada mais é do que a mesma rede dentro de sua evolução natural (Ou nós somos o Homo Sapiens 2.0, 3.0, 4.75 e meio?), temos como "conceito" uma Internet colaborativa, onde temos cada vez mais formadores de conteúdo. Da mesma forma, vimos a rede ser mudada pelo gigante Google, o hoje falamos sobre SEO, Marketing de Busca, etc...

Dentro de todas essas mudanças na rede, o design sempre esteve presente, hora multimídia, como houve a época em que sites cheios de flash, com movimentos em toda parte e que o menu chegava a sair correndo do ponteiro do mouse, e hora, como hoje dita a moda, minimalista, com ênfase na funcionalidade e conteúdo e menos preocupado com a aparência.

Houve época onde construir um site com tabelas era totalmente normal, inclusive, quando estudava (anos atrás), fiz uma cópia do código do portal da UOL como base de estudo, e lá estavam todos os "TR's e TD's" possíveis no site, hoje a W3C me diz que isso é errado, que temos que trabalhar com CSS framework, e claro, não estão errados, mas isso não quer dizer que são os donos da razão...

Afinal, o design sempre esteve presente (como todas as outras formas de Arte) para servir como modo de expressar algo, e da mesma forma que um músico utiliza-se em várias horas de instrumentos não tão convencionais, ou até mesmo ultrapassados, para expressar sua Arte, por que cargas d'água eu tenho que seguir padrões ao me expressar através do Design?

Aposto que se você ver um músico tocando violão com a unha, você não vai dizer para ele que o padrão agora é usar palheta, que isso que ele está fazendo é ultrapassado e tudo mais... na visão de um leigo, seria isso... Na visão de músico, chegaríamos a uma discussão de qual dos dois (unha ou palheta) proporcionaria um timbre mais adequado a situação, qual lhe daria mais velocidade, ataque das notas, possibilidades de dedilhado, e por aí vai... mas no final, não existiria quem tem razão, mas sim, pontos de vista e opiniões diferentes...

Para mim, o Design (Gráfico e Web) é uma forma de arte, de expressão, e dessa forma, não deve ser escravo das tecnologias, modismos e padrões. Devemos sim estar antenados em relação ao que está acontecendo nos termos acima, mas isso deve servir como forma de melhorar o processo de criação visual, de conteúdo, de apresentação, etc, e não somente tornar-se uma cópia padronizada dos mesmos.

Se ao criar o Design de uma página, eu, no meu processo criativo, achar que devo utilizar tabelas, então vou utilizá-las... e não vai ser a W3C que vai me impedir de utilizar o que eu bem entender para me expressar como quero. Portanto, é totalmente possível conciliar um visual legal, com bom conteúdo e funcionalidades sem se tornar um zumbi seguidor de padrões.

E a Arte, nem sempre agrada a todos, nem sempre vai ser bem vista tecnologicamente, nem sempre segue padrões, nem sempre está na moda, nem sempre gera grandes receitas... e que bom que existe toda essa diversidade, eu não aguentaria só ter funk carioca, ou só forró, ou só sertanejo para escutar como "música"... é claro, até a moda mudar...

Rebeldia? Não! ...Liberdade!